A Prefeitura de Rio das Pedras prorrogou por mais 12 meses o contrato para prestação de serviços veterinários de castração de cães e gatos no município. A renovação prevê aproximadamente 300 procedimentos ao longo dos próximos 12 meses, período que se estende até outubro de 2027. Apesar da ampliação dos atendimentos, a vereadora Marga Padoveze, conhecida por sua atuação na defesa dos animais, aponta dificuldades burocráticas para conseguir o agendamento das cirurgias e defende maior participação dos protetores independentes.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Daniel Gonçalves, o serviço é oferecido gratuitamente e qualquer morador pode solicitar a castração de seu animal, independentemente da renda familiar. Entretanto, existem critérios de prioridade para animais abandonados, resgatados, adotados, vítimas de maus-tratos e pertencentes a famílias em situação de vulnerabilidade.
O secretário informou que foram contratadas e realizadas 240 castrações em 2024 e outras 240 em 2025, totalizando 480 procedimentos nos dois anos. Com a renovação do contrato para 2026 e 2027, a previsão é de 300 castrações, um aumento de 25% em relação à quantidade anual dos dois anos anteriores.
A renovação consta do Termo Aditivo nº 182/2026, referente ao contrato nº 059/2022, firmado com a empresa Thamara Tatiana Tozzi ME, responsável pela prestação dos serviços veterinários. A prorrogação tem validade de 12 meses, contados a partir de 28 de outubro de 2026.
Como solicitar a castração gratuita?
Os moradores interessados devem procurar a Vigilância em Saúde, localizada na região da Praça da Bíblia, no antigo espaço utilizado pelo Detran, para realizar o cadastro.
É necessário apresentar RG, CPF e comprovante de endereço, além de informar a quantidade de cães ou gatos que precisam ser castrados.
Após o cadastro, o pedido passa pelos procedimentos administrativos da Secretaria de Saúde até a autorização e o agendamento junto à clínica veterinária contratada.
Segundo Daniel Gonçalves, atualmente existem aproximadamente dez solicitações aguardando atendimento, com prazo estimado entre 60 e 90 dias para realização das cirurgias.
O secretário destaca que o programa busca contribuir para o controle populacional dos animais e a prevenção do abandono, especialmente entre famílias que não possuem condições financeiras de custear o procedimento em clínicas particulares.
Vereadora critica burocracia e pede mais agilidade
Embora reconheça que o programa passou a atender toda a população, a vereadora Marga Padoveze considera excessivamente burocrático o procedimento necessário para conseguir uma castração.
Segundo ela, o interessado precisa procurar inicialmente a Vigilância em Saúde para fazer o cadastro. Depois, o documento é encaminhado ao secretário de Saúde para autorização, retorna à Vigilância e somente então é entregue ao morador, que precisa levá-lo à clínica veterinária contratada.
Mesmo após essas etapas, o agendamento não é necessariamente realizado de imediato, já que o responsável pelo animal precisa aguardar novo contato da clínica.
A vereadora considera que esse caminho poderia ser simplificado, especialmente para os protetores independentes que frequentemente recebem pedidos de ajuda da população.
Falta de divulgação também é apontada
Outro problema mencionado pela vereadora é a divulgação insuficiente do programa.
Marga afirma que muitas pessoas desconhecem a existência do serviço gratuito ou não sabem quais procedimentos devem seguir para solicitar uma castração.
Segundo ela, é frequente receber pedidos de moradores que procuram ajuda para castrar seus cães e gatos, demonstrando a necessidade de ampliar a comunicação com a população.
A parlamentar defende campanhas informativas mais frequentes e orientações claras sobre os documentos exigidos, os critérios de atendimento e o processo de agendamento.
Atendimento pós-operatório gera questionamentos
A vereadora também levantou preocupações sobre a assistência oferecida aos animais depois das cirurgias.
Marga relatou o caso de um cachorro resgatado que teria apresentado dores, vômitos e outros problemas após ser castrado pela clínica contratada, necessitando de atendimento veterinário em Piracicaba.
Segundo a parlamentar, ela recebeu informações de que o animal teria precisado passar por uma nova intervenção cirúrgica. Também questionou o fornecimento de medicamentos para controle da dor depois dos procedimentos.
Questionado sobre os cuidados oferecidos, o secretário Daniel Gonçalves afirmou que o serviço contempla as etapas de avaliação pré-operatória, anestesia, medicamentos, acompanhamento pós-operatório e atendimento em caso de complicações.
Segundo ele, os procedimentos seguem as normas e orientações do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV).
A resposta não especificou quais medicamentos são fornecidos aos tutores após a alta, nem como funciona o atendimento em situações de emergência.









