Uma moradora vizinha a Creche Municipal Padre Geraldo Moreira Cesar, no bairro Vitória P. Cezarino (Pombal), procurou a redação do jornal O Verdadeiro para relatar que crianças estavam saindo da instituição de ensino durante o horário de aula. Segundo relatou, nesta semana ela encontrou uma criança que aparentava ter 5 anos e com o uniforme da Rede Municipal de Ensino na rotatória entre a Rodovia Nelson Caproni, Rua Quintino Bocaiuva e Rua Vitório Hermínio Delagracia, a cerca de 250 metros da creche.
“Na segunda-feira (4) de manhã eu estava indo para o trabalho com uma motorista de aplicativo. Chegando próximo a (Loja) Maçônica, vi uma criança descendo a rua sozinha e se escondeu entre os coqueiros. Depois foi para onde tem uns pneus de uma borracharia. Pedi para a motorista voltar e encontramos a criança já em frente ao SAAE (ETA III). Falei com a criança, que estava chorando e pedindo pela mãe. Colocamos ela no carro e levamos de volta para a creche. Chegando lá tinha umas dez mulheres procurando pela criança do lado de fora da creche”, relata a moradora do Pombal que pediu para não ser identificada por medo de represália.
Ao chegar na frente da creche e apresentar a criança, a moradora teria escutado que seria mais uma criança que fugia da creche, apontando que a situação é recorrente.
“Não é a primeira vez que acontece. Na semana passada a mãe e o pai de outra criança foram chamados na escola para ajudar a procurar a criança que saiu sem ninguém ver. Os pais foram tirados do trabalho para procurar o filho. A gente de coloca no lugar, imagine se fosse seu filho ou seu neto. Se não tem gente capacitada para cuidar das crianças, precisa arrumar”, completou a vizinha da escola.
A motorista de aplicativo também afirmou que essa não foi a primeira vez que acontece de ter crianças saindo da escola sem acompanhamento de responsáveis. “Eu levo uma menina autista de dois anos nessa creche. Num dia que a mãe foi buscar, ela contou que relataram que a criança tinha fugido da escola. Na hora, o marido da diretora estava passando, viu a criança e seguiu ela com o carro. Nisso ele conseguiu pegar (a criança). Isso foi o que a mãe me contou no dia seguinte quando eu fui buscar a menina para levar na escola”, contou a motorista particular Diane.
A reportagem do jornal O Verdadeiro procurou pelo Departamento de Comunicação da Prefeitura em busca do posicionamento da Administração Municipal a respeito do caso. Contudo, até o fechamento desta edição, nenhuma resposta foi encaminhada.









