No dia 3 de março, é celebrado o Dia Mundial da Audição, uma campanha global promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da saúde auditiva e da prevenção da perda auditiva.
A data reforça um alerta importante: ouvir bem é essencial para a comunicação, o equilíbrio, a cognição e a qualidade de vida — em todas as idades.

Segundo a OMS, milhões de pessoas no mundo vivem com algum grau de perda auditiva, e muitas delas não buscam avaliação ou tratamento. Em adultos e idosos, é comum que a dificuldade para ouvir seja confundida com “algo normal da idade”. Não existe alteração ‘’normal da idade’’ e toda alteração de saúde precisa de tratamento.
A fonoaudióloga Letícia Saia, especialista em audiologia, destaca: “A perda auditiva não tratada pode impactar muito mais do que a audição. Ela interfere na comunicação, no convívio social, aumenta o risco de isolamento, quedas e até declínio cognitivo. Por isso, quanto mais cedo identificarmos, melhor será o prognóstico.”
De acordo com a profissional com o diagnóstico correto, cada pessoa irá receber orientação e tratamento mais adequado às suas necessidades, favorecendo bem-estar e autonomia.
Sinais e sintomas de alerta
- A avaliação auditiva deve ser considerada ao perceber sinais como:
- Dificuldade para entender conversas, principalmente em ambientes ruidosos
- Necessidade frequente de pedir para repetir o que foi dito
- Aumento constante do volume da televisão
- Escutar, mas não entender
- Sensação de que as pessoas “falam baixo” ou “enrolado”
- Zumbido (chiado no ouvido)
- Tontura ou desequilíbrio associados
- Evitar encontros sociais por dificuldade de comunicação
Prevenção também é cuidado
- Algumas medidas ajudam a preservar a audição:
- Evitar exposição prolongada a sons intensos
- Usar proteção auditiva quando necessário
- Não utilizar objetos para limpar o interior do ouvido
- Realizar avaliação auditiva periódica, especialmente após os 60 anos
Neste Dia Mundial da Audição, a principal mensagem é clara: ouvir bem é viver bem. A conscientização, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem toda a diferença para manter autonomia, segurança e qualidade de vida ao longo dos anos.









