O preço do leite integral voltou a pesar no orçamento das famílias de Piracicaba e foi o principal responsável pela alta da cesta básica no mês de abril. É o que aponta levantamento realizado pelo Grupo Painel Econômico da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP), coordenado pelo professor Carlos Vian.
De acordo com o estudo, o leite integral atingiu em abril o maior valor registrado nos últimos 12 meses. O produto saltou de R$ 4,80 em março para R$ 5,52 em abril, uma alta de 15%. Na prática, o reajuste representou um impacto mensal de R$ 11,52 no orçamento das famílias.
Os pesquisadores destacam que o preço do leite vem em trajetória de alta desde fevereiro deste ano, após um longo período de queda iniciado em setembro de 2025.
Além do leite, outros itens importantes da alimentação também contribuíram para encarecer a cesta básica. A carne de primeira apresentou a quarta alta consecutiva e chegou a R$ 57,04 o quilo, com aumento de 4,05% no mês. Já a carne de segunda teve reajuste ainda maior, de 4,96%.
O arroz branco também ficou mais caro, passando de R$ 19,27 para R$ 20,10, avanço de 4,31%. Apesar da alta recente, o produto ainda custa menos do que em abril do ano passado, quando era vendido a R$ 29,26.
Outro item que segue pressionando os consumidores é o queijo muçarela, que registrou a terceira alta consecutiva e alcançou R$ 51,68 o quilo — maior valor do período analisado pela pesquisa. O extrato de tomate também apresentou forte elevação, de 12,77%, chegando a R$ 6,71.
Com isso, o valor total da cesta de alimentos em Piracicaba subiu 3,60% em abril, passando de R$ 1.142 para R$ 1.184.
Já o índice geral da cesta básica, que considera alimentação, produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica, teve aumento de 3,63%. O custo passou de R$ 1.362 para R$ 1.411, o que representa um gasto adicional de R$ 49,40 para as famílias.
No setor de limpeza doméstica, o amaciante foi o item com maior reajuste, subindo 14,04% e chegando a R$ 31,19. Em contrapartida, produtos como água sanitária e sabão em pó apresentaram redução nos preços.
Na categoria de higiene pessoal, o papel higiênico teve a maior alta, com avanço de 11,25%, enquanto o absorvente registrou queda de 2,36%.
O levantamento da Esalq/USP considera o consumo médio de uma família com quatro pessoas e renda entre um e cinco salários mínimos. Os preços são pesquisados mensalmente em supermercados e atacarejos de Piracicaba, acompanhando cerca de 40 produtos considerados essenciais.









