Água parada, mau cheiro e buracos: problema se arrasta há 10 anos no Luiz Massud Coury

Há cerca de 10 anos, moradores do bairro Luiz Massud Coury convivem com um problema que parece não ter fim: o acúmulo constante de água em vias públicas, principalmente no cruzamento das ruas Américo Tobaldini e Orandi Silvestri. A situação, segundo relatos, nunca recebeu uma solução definitiva — apenas intervenções paliativas que, na prática, acabam agravando o cenário.

De acordo com o morador Vinícius Gabriel de Moraes, a água que se acumula no local escorre de residências próximas proveniente de lavagem de quintais e garagens, ou ainda de chuvas, e percorre o asfalto até formar pontos de retenção ao longo da via.

“Nós moradores aqui do Luiz Massud Coury estamos enfrentando há aproximadamente 10 anos o mesmo problema. São buracos na Rua Américo Tobaldini, perto da Rua Orandi Silvestri”, relatou.

Além do desconforto visual e do mau cheiro provocado pela água parada, o problema contribui diretamente para a deterioração do asfalto, favorecendo o surgimento constante de buracos. Segundo os moradores, a principal medida adotada pelo poder público tem sido a operação tapa-buracos — solução que, segundo eles, não resolve a causa do problema. Só faz o ciclo continuar: a água acumula no asfalto; o movimento de veículos abre buracos; a Prefeitura faz o tapa-buracos; a água acumula ainda mais e assim segue.

“A Prefeitura realiza apenas a operação tapa-buraco e segue do mesmo jeito. Essa água corre por cima do asfalto e está sempre formando buraco”, afirmou Vinícius.

Ele também critica o efeito colateral das intervenções: “Aqui só funcionou para servir de escada pra água. Acaba piorando a situação.”

A prática de aplicar nova massa asfáltica sem a devida raspagem do pavimento anterior tem elevado o nível da via (greide), o que dificulta o escoamento correto da água e intensifica o acúmulo, especialmente junto às sarjetas. O problema se repete em outros pontos do bairro, como no cruzamento das ruas Piracicaba e Osvaldo Marcello.

Além dos danos à infraestrutura viária, a água parada forma limo, acumula sujeira, exala forte mau cheiro e ainda contribui para a proliferação de insetos.

 

Prefeitura promete intervenções

Após questionamentos feitos pela reportagem, o secretário de Obras, Carlos Defavari, informou que esteve nos locais para verificar a situação.

Para o cruzamento da rua Piracicaba com a Osvaldo Marcello, a Prefeitura pretende realizar uma intervenção com massa asfáltica para direcionar a água, evitando o acúmulo junto à sarjeta.

Já para o ponto mais crítico, na esquina das ruas Américo Tobaldini e Orandi Silvestri, o secretário afirmou que irá se reunir com representantes da empresa Concivi para programar a construção de um sarjetão, estrutura utilizada para melhorar o escoamento da água em vias urbanas.

O prazo para execução da obra, no entanto, ainda não foi definido e dependerá do cronograma que será estabelecido.

Segundo Defavari, na próxima semana também estão previstas ações emergenciais, como corte de mato, lavagem das vias com caminhão-pipa e nova intervenção com massa asfáltica na Rua Piracicaba.

Apesar das promessas, moradores seguem cobrando uma solução definitiva para um problema que já ultrapassa uma década.

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