Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato à Presidência mais votado em Rio das Pedras nos dois turnos das eleições de 2026 e encerrou a disputa com 13.225 votos, equivalentes a 66,21% dos válidos. Lula (PT) recebeu 6.749 votos, ou 33,79%.
A comparação entre as duas votações mostra que o petista teve o maior crescimento, tanto em quantidade de votos quanto proporcionalmente, e reduziu a distância para o adversário. No segundo turno, realizado no domingo (25), as 80 seções eleitorais do município foram totalizadas.
A preferência de Rio das Pedras acompanhou a maioria dos votos válidos do eleitorado paulista, onde Flávio também venceu. No resultado nacional, a maioria foi de Lula, reeleito presidente da República. No resultado nacional, Lula foi reeleito presidente da República, conforme anúncio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Análise de votos em Rio das Pedras
Na primeira etapa, em Rio das Pedras, Flávio havia recebido 12.313 votos, ou 64,96% dos válidos. Acrescentou 912 votos no segundo turno, crescimento de 7,41% sobre sua votação inicial. Sua participação nos votos válidos aumentou aproximadamente 1,25 ponto percentual.
Lula passou de 5.198 votos e 27,42% dos válidos para 6.749 votos e 33,79%. Foram 1.551 votos a mais, uma expansão de 29,84% sobre o primeiro turno e avanço de aproximadamente 6,37 pontos percentuais. Em termos proporcionais, seu crescimento foi cerca de quatro vezes o de Flávio.
A vantagem do candidato do PL caiu de 7.115 para 6.476 votos, redução de 639 votos, ou 8,98%. A distância percentual passou de 37,54 para 32,42 pontos. Assim, os dois finalistas aumentaram sua votação e sua participação nos válidos, mas o avanço maior de Lula diminuiu a diferença entre eles.
Somados, os dois candidatos passaram de 17.511 para 19.974 votos, ganho líquido de 2.463. Desse aumento conjunto, 62,97% correspondem ao saldo de crescimento de Lula e 37,03% ao de Flávio. Esses percentuais medem a divisão do acréscimo líquido entre os finalistas; não identificam a origem individual dos votos.
Aumento no comparecimento
O eleitorado apto permaneceu em 25.297 pessoas nos dois turnos. O comparecimento subiu de 20.003 para 20.651 eleitores, aumento de 648, ou 3,24%. A presença nas urnas passou de 79,07% para 81,63% dos aptos.
A abstenção recuou de 5.294 eleitores, ou 20,93%, para 4.646, ou 18,37%. A queda foi de 2,56 pontos percentuais e representou redução de 12,24% no número de ausências. Mesmo com a melhora, quase um em cada cinco eleitores aptos deixou de comparecer no segundo turno.
Votos em branco e nulos
Os votos em branco caíram de 490 para 293, diminuição de 197, ou 40,20%. Sua participação no total de votos depositados passou de 2,45% para 1,42%. Os nulos recuaram de 558 para 384, queda de 174, ou 31,18%, e passaram de 2,79% para 1,86% do comparecimento.
Juntos, brancos e nulos somaram 1.048 votos no primeiro turno e 677 no segundo. A redução foi de 371, ou 35,40%. A parcela dos votos depositados que não foi atribuída a candidatos caiu de 5,24% para 3,28%.
Votos do primeiro turno
No primeiro turno, os dez candidatos que ficaram fora da decisão receberam, juntos, 1.444 votos em Rio das Pedras, equivalentes a 7,62% dos válidos. Os maiores contingentes foram os de Escritor Augusto Cury (Avante), com 618 votos; Renan Santos (Missão), com 434; e Ronaldo Caiado (PSD), com 313. Os demais somaram 79 votos.
O balanço entre as etapas ajuda a dimensionar as mudanças. O ganho líquido de 2.463 votos dos finalistas corresponde, contabilmente, aos 1.444 votos dos candidatos eliminados, somados aos 1.019 votos válidos adicionais. Estes, por sua vez, refletem o aumento do comparecimento e a queda dos votos inválidos. A igualdade fecha os totais, sem revelar os percursos individuais dos eleitores.
Há um limite matemático para explicar o crescimento petista apenas pela votação dos eliminados: os 1.551 votos acrescentados por Lula superam em 107 toda a soma de 1.444 votos desses candidatos no primeiro turno. Portanto, sua ampliação necessariamente envolveu também eleitores que antes haviam votado em Flávio, votado em branco, anulado ou faltado. Os totais não permitem determinar quanto veio de cada grupo.
Também não é possível atribuir automaticamente os 912 votos adicionais de Flávio aos antigos eleitores dos candidatos eliminados. O resultado é compatível com diferentes combinações de entradas e saídas, inclusive mudanças de preferência entre os próprios finalistas. Por ser secreto, o voto não pode ser acompanhado individualmente nos dados da apuração.
A base usada para calcular cada percentual muda a leitura do resultado. Os 66,21% de Flávio e os 33,79% de Lula consideram somente os votos válidos do segundo turno. Em relação a todos os 25.297 eleitores aptos, incluindo os ausentes e quem votou em branco ou anulou, Flávio passou de 48,67% no primeiro turno para 52,28% no segundo; Lula, de 20,55% para 26,68%. Flávio, assim, superou metade de todo o eleitorado cadastrado no município na votação final.












