A vereadora Marga Padoveze (União Brasil) apresentou indicação à Prefeitura de Rio das Pedras solicitando a reposição das placas de sinalização de “Proibido Estacionar” que estão faltando na Rua João Batista Martins, no trecho localizado junto à indústria Arcor.
A solicitação consta na Indicação nº 603/2026, apresentada em 14 de setembro. No documento, Marga pede que a Secretaria de Obras, o setor de Trânsito ou outro departamento competente adote providências para restabelecer a sinalização no local, apontando que as placas estão ausentes há algum tempo. Segundo a vereadora, a medida busca proporcionar maior segurança e organização ao trânsito.
Fotos anexadas à indicação mostram as hastes de sustentação instaladas na calçada em frente à empresa, porém sem as respectivas placas de sinalização.
O pedido foi apresentado durante a 26ª Sessão Ordinária da Câmara, realizada no dia 14. Na mesma reunião, Marga também solicitou reparos no asfalto da Rua Lázaro de Almeida, em pontos próximos ao número 430 e na esquina com a Rua Ângelo Roncato.
Rua Lázaro de Almeida volta à discussão
A situação do trânsito no entorno da Arcor também trouxe novamente ao debate a destinação de parte da Rua Lázaro de Almeida. Durante a sessão, o vereador Edison Marconato reforçou a necessidade de reabertura da via, solicitação apresentada pelo parlamentar no ano passado.
Marconato já havia apresentado, em 2025, pedidos para que a Prefeitura retomasse como patrimônio público a área que havia sido cedida à Arcor. Conforme registros da Câmara, a área foi originalmente concedida à empresa para que pudesse ser utilizada para guardar caminhões, evitando que os veículos permanecessem estacionados nas vias públicas durante as operações relacionadas à indústria.
Em novembro do ano passado, o vereador apresentou a Indicação nº 1179/2025, pedindo a revogação parcial da Lei Municipal nº 1.854, de 1996, que havia transferido áreas da Rua Lázaro de Almeida à empresa. O objetivo seria permitir a retomada da rua e sua ligação com a Rua Antônio Dorival Paris, no Codespaulo, criando uma alternativa de circulação entre diferentes bairros da região.
Segundo Marconato, a legislação que autorizou a doação estabelecia obrigações à empresa, entre elas melhorias como calçadas, guias, sarjetas e arborização. O parlamentar argumentou, no pedido feito em 2025, que essas intervenções não teriam sido realizadas e que a própria lei prevê a possibilidade de retomada da área em caso de descumprimento.
Caminhões novamente nas ruas
O tema ganhou novo capítulo justamente na sessão de setembro. Ao usar a tribuna, Marconato afirmou ter recebido reclamações sobre caminhões relacionados às operações da Arcor voltando a permanecer na área externa da empresa. Segundo o vereador, a destinação feita anteriormente pelo Município tinha justamente a finalidade de oferecer espaço para estacionamento dos veículos de carga.
O parlamentar defendeu que a Prefeitura cobre uma solução da empresa. Caso a área cedida não esteja sendo utilizada para a finalidade prevista, Marconato voltou a sustentar que o Município deveria analisar a revogação da doação e a consequente reabertura da Rua Lázaro de Almeida para circulação de veículos e pedestres.
Assim, as discussões sobre a falta de sinalização na Rua João Batista Martins e sobre o estacionamento de caminhões acabaram retomando um debate mais antigo: a manutenção da área fechada da Rua Lázaro de Almeida, sua finalidade original e a possibilidade de devolvê-la ao sistema viário municipal.










