A sessão ordinária da Câmara Municipal de Rio das Pedras desta segunda-feira (4) foi marcada por uma pauta que vem gerando crescente insatisfação entre os moradores: problemas nas contas de água emitidas pelo SAAE.
O vereador Rosildo Show abriu o tema informando que faturas com vencimento incorreto — algumas apontando a data de 20 de fevereiro de 2026 — serão corrigidas. Segundo ele, moradores não devem efetuar o pagamento até que a situação seja revisada pelo serviço de água.
A vereadora Ana Paula Taranto reforçou a orientação e destacou que o problema não atingiu toda a cidade, mas foi registrado em bairros específicos.
Relatos de aumentos bruscos preocupam vereadores
Durante a discussão, o vereador Nivaldo do Depósito trouxe à tona um exemplo que ilustra a instabilidade nas cobranças. Segundo ele, um morador do bairro Cataguá, que pagava cerca de R$ 50 mensais, recebeu uma conta de aproximadamente R$ 250 após uma breve redução no valor.
“Como que pode? Reduz e depois volta alto de novo?”, questionou o parlamentar, afirmando que as reclamações já se espalham por diferentes regiões do município.
O vereador Jhony do Depósito também apontou inconsistências frequentes, citando casos em que as contas variam significativamente de um mês para o outro, além do erro incomum na data de vencimento.
População enfrenta dificuldade para contestar valores
Outro ponto levantado foi a dificuldade enfrentada por moradores ao tentarem contestar as cobranças. Segundo Jhony, há relatos de pessoas que procuram atendimento e recebem a informação de que os valores estão corretos, mesmo diante de históricos de consumo muito inferiores.
A situação, segundo os vereadores, tem gerado desconfiança e insegurança entre os consumidores.
Possíveis causas: vazamentos, leitura irregular e terceirização
Em sua fala, Rosildo Show ponderou que, em alguns casos, aumentos podem estar ligados a vazamentos internos nas residências. Ainda assim, reconheceu que há situações que fogem dessa explicação e precisam ser apuradas.
Já Jhony destacou outro fator: a diferença no intervalo entre as leituras. Contas calculadas com menos dias podem gerar distorções, embora, segundo ele, isso não justifique valores excessivamente altos.
A discussão também avançou sobre a forma como as leituras são realizadas atualmente. A vereadora Ana Paula questionou quem são os responsáveis pelo serviço, levantando dúvidas sobre o uso de equipamentos eletrônicos.
O vereador Edison Marconato esclareceu que a leitura é feita por uma empresa terceirizada — modelo que, segundo ele, tem apresentado falhas.
A vereadora Marga Padoveze criticou a situação e defendeu maior responsabilidade na execução do serviço, destacando o transtorno causado à população.
Cobrança por soluções e possível revisão do sistema
Entre as sugestões apresentadas, vereadores defenderam o retorno do modelo anterior, com leituristas próprios do SAAE e maior controle presencial do serviço.
Também foi levantada a necessidade de manutenção nos equipamentos utilizados, após relatos de erros como a leitura parcial dos números do hidrômetro.
Orientação à população
Enquanto não há uma solução definitiva, a recomendação dos parlamentares é que os moradores acompanhem de perto o consumo, registrem fotos do hidrômetro e procurem atendimento presencial em caso de divergências.
Ao final do debate, Rosildo afirmou que o SAAE deverá adotar providências para corrigir as falhas apontadas.









