Mais nomes na disputa… e o tabuleiro começa a se mexer
O cenário político de Rio das Pedras começa a ganhar novos contornos para as eleições deste ano. Depois de Vanessa Botam (PL) anunciar sua pré-candidatura a deputada federal, agora foi a vez de dois novos nomes entrarem no jogo — ambos mirando uma vaga na Assembleia Legislativa.
O advogado Dr. Bonassa (PSB) teve sua pré-candidatura lançada pelo deputado federal Jonas Donizete. Filiado ao mesmo partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, o advogado se posiciona mais à esquerda no espectro político e tem adotado um discurso voltado à defesa dos trabalhadores — com destaque para a crítica à escala 6×1.
Nas redes sociais, o anúncio gerou reações imediatas. Apoios entusiasmados, mensagens de confiança, mas também críticas duras e polarizadas. Não por acaso, parte dos comentários deixou claro que, para muitos, o voto já vem “carimbado” pela identificação ideológica — especialmente pela proximidade com o campo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ou seja: mais do que nomes, o que começa a aparecer é o recorte ideológico da disputa.
Do outro lado, surge Cristóvão Cintra, o “Cris Uber” (PSDB). Motorista de aplicativo, ele aposta no discurso de quem vive a rotina pesada do trabalhador comum. Também defende o fim da escala 6×1 e levanta bandeiras clássicas: saúde, educação e esporte.
Cris já havia tentado uma vaga na Câmara em 2024, mas teve a candidatura impugnada. Agora retorna ao cenário político com apoio nas redes e um discurso mais alinhado à vivência popular.
No fim das contas, o que se vê é um movimento claro:
- Rio das Pedras começa a disputar espaço regional com mais intensidade.
- Perfis diferentes, discursos diferentes, mas um mesmo objetivo: ganhar projeção principalmente dentro da cidade.
Marmita azeda… e o retrato de um problema maior
Enquanto o cenário político se movimenta, um episódio aparentemente simples chamou atenção nos bastidores da administração.
Funcionários que trabalharam no domingo (26), durante a abertura dos Jogos dos Trabalhadores, receberam marmitas que, segundo relatos, estavam impróprias para consumo — com sinais de alimento azedo.
A empresa responsável pelo fornecimento, vencedora da licitação, é de uma cidade vizinha. O problema foi identificado rapidamente e, segundo apurado, a Secretaria de Esportes precisou agir às pressas, buscando novas marmitas dentro do próprio município para garantir alimentação a todos — incluindo arbitragem, funcionários e a Guarda Civil.
A situação foi resolvida ainda durante o evento.
Mas o episódio levanta uma pergunta que vai além da marmita:
Como está o controle de qualidade dos serviços contratados pela Prefeitura?
Porque, quando o básico falha — como a alimentação de quem está trabalhando — o problema deixa de ser pontual e passa a ser sintoma.
E, nos bastidores, todo mundo sabe:
nem sempre o que aparece é o verdadeiro problema…
às vezes, é só a ponta dele.









