Justiça recomenda devolução de terrenos concedidos a igrejas pela Prefeitura

DivulgaçãoA Promotoria de Justiça de Rio das Pedras, do Ministério Público (MP) encaminhou à Prefeitura a recomendação administrativa para que anule contratos de concessão de direito de uso já firmados com dez igrejas e retome integralmente a posse dos terrenos. O MP alerta ainda que o não atendimento poderá acarretar em ação civil pública contra o prefeito Marcos Buzetto.

Os projetos, de autoria do Executivo, foram votados e aprovados pela Câmara com votos contrários apenas dos vereadores Nabuco e Vanessa Botam, enquanto que os edis Professor Geraldo, Joaquim Afonso, Nivaldo do Depósito, Zé do Paulo, Max Prestes e Bé Cecote votaram a favor.

A medida foi tomada após representação ter sido protocolada junto a Promotoria relatando os fatos. No texto, o promotor de justiça Eduardo Pasqua cita a denúncia: “como é de conhecimento público, o prefeito municipal de Rio das Pedras é evangélico e sua base eleitoral é na sua maioria evangélica”.

Os dez terrenos foram doados para as igrejas Pentecostal Monte das Oliveiras – Só o Milagre, Evangélica Assembleia de Deus de Indaiatuba, Evangélica Filhos do Rei, Pentecostal Ebenezer Fiel é Deus, Evangélica Sementes da Fé, Nossa Aliança de Rio das Pedras, Assembleia dos Remidos do Senhor – Ministério Pentecostal, Evangélica Assembleia de Deus Bom Pastor, Evangélica Ministério Amor e Graça, Assembleia de Deus – Ministério Palavra Viva.

Na recomendação, a Promotoria cita as constituições Federal e do Estado a respeito das regras de licitação de modo que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes e interessados em assumir a responsabilidade pelas áreas. Tal processo, de acordo com o MP, deveria ter sido feito por meio de licitação. “Concessão de direito real de uso se relaciona a programas habitacionais e de regularização fundiária de interesse social”, diz Dr. Eduardo Pasqua.

Segundo o MP, as autorizações legislativas beneficiam instituições religiosas determinadas e questiona: “qual seria a contrapartida para o Município e seus munícipes? Num Estado laico, qual seria a utilidade pública da construção de igrejas evangélicas e ainda, com a exclusão das demais confissões de fé?” e completa perguntando qual o motivo as dez igrejas evangélicas beneficiadas têm mais aptidão para atender às necessidades do Município.

Questionada, a Prefeitura informou ter sido notificada da recomendação e que irá acatar as decisões do Ministério Público. De acordo com o Executivo, as igrejas não foram notificadas oficialmente, mas de maneira verbal já foram avisadas a respeito da recomendação.

A Administração Municipal informou ainda que o critério adotado para a escolha das igrejas que receberiam os terrenos é que deveriam existir por um prazo mínimo na cidade e terem desenvolvido trabalhos relevantes junto à sociedade, sem especificar quais seriam eles.

A Prefeitura não informou se alguma igreja já havia iniciado construções ou se iria ressarcir alguma igreja caso a construção tivesse sido iniciada. Também não há definição do que será feito com os terrenos que seriam doados para as dez igrejas.

Compartilhe:

ContaAgua

SAAE admite erro em leitura de consumo e convoca consumidores para reavaliação de contas de água

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Rio das Pedras divulgou, nesta semana, um comunicado oficial reconhecendo que houve erro na leitura do consumo de água em algumas residências, provocado por uma possível falha no sistema. A admissão do problema ocorre após uma forte repercussão nas redes sociais,...
InicioAulas2026

Volta às aulas começa sem kits e uniformes; Secretaria diz que há material disponível nas escolas

As aulas na rede municipal de ensino de Rio das Pedras tiveram início nesta quarta-feira, dia 4 de fevereiro, atendendo cerca de 4.800 alunos, distribuídos em 19 unidades de ensino, entre escolas e creches. O início do ano letivo acontece sem a distribuição dos kits de material escolar e dos...
CAPA Poço artesiano é interditado no Campão por falta de registro e laudo

Poço artesiano é interditado no Campão por falta de registro e laudos

O poço artesiano perfurado no Estádio Municipal Massud Coury, conhecido como Campão, foi interditado pela Vigilância Sanitária Municipal após ação conjunta envolvendo órgãos estaduais de saúde. A interdição ocorreu no dia 14 de janeiro de 2026, às 14h37, em razão da ausência de documentação obrigatória e de laudos laboratoriais que...