Determinada, inspiradora e apaixonada pela corrida: a trajetória de Rosinei Rodrigues da Silva

A história de superação da corredora rio-pedrense Rosinei Rodrigues da Silva, 51 anos, é daquelas que emocionam e inspiram qualquer pessoa que conhece seu caminho. Nascida em 15 de junho de 1974 no Mato Grosso, filha de Cleuza Aparecida Rodrigues e Gonçalo Rodrigues, chegou a Rio das Pedras ainda pequena, com apenas quatro anos de idade, quando o pai veio trabalhar na Fazenda Borsato. A mãe, dona de casa, se dedicava ao cuidado dos oito filhos.

Desde cedo, Rosinei dividiu a rotina entre os estudos e o trabalho na roça. Concluiu o Ensino Médio e, já adulta, casou-se com Adelson Rodrigues da Silva, com quem tem uma filha de 24 anos, Laís Rodrigues da Silva, hoje estudante e trabalhadora nos Estados Unidos.

O que ela não imaginava é que, anos depois, sua maior paixão surgiria de forma simples: uma caminhada na rua.

 

O início de tudo

“Meu início foi há seis anos. Comecei pela caminhada, depois trotes…”, lembra Rosinei. No começo, a motivação estava ligada à saúde: um exame acusou triglicerídeos altos, e o exercício físico foi sua principal recomendação.

Os primeiros passos foram tímidos, curtos, mas consistentes. “No começo eram 200, 300 metros… até chegar nos três quilômetros. Depois vieram cinco, seis…”.

Foi nesse período que o marido Adelson — ele próprio amante das corridas de rua — percebeu nela um talento natural. “Ele e um amigo nosso viram meu potencial”, conta.

Sem perceber, Rosinei já estava totalmente envolvida na corrida.

 

Os primeiros resultados e o gosto pela vitória

A primeira prova oficial foi em 2019, no Divas Run, em Rio das Pedras. E o resultado já chamou atenção: 2º lugar na categoria.

Na segunda participação na mesma prova, ficou entre as primeiras do geral. Logo depois veio uma corrida de Carnaval organizada por Ivair Delfim, o Pancho, onde conquistou o 4º lugar geral.
Mas o grande salto viria na famosa Corrida da Gazeta, em Piracicaba: seu primeiro título geral, subindo ao topo do pódio pela primeira vez.

Dali em diante não parou mais: competiu em São Pedro, Monte Mor e várias outras cidades, acumulando inúmeras medalhas e troféus. Neste início de trajetória, Rosinei fazia parte do extinto grupo Runner RDP. Alguns membros deixaram de participar de competições, mas seguem treinando junto até hoje.

“Perdi as contas das corridas que já participei. Em todas tem pódio — pelo menos entre as cinco primeiras eu chego, para representar Rio das Pedras”, afirma com orgulho.

A pandemia interrompeu momentaneamente a sequência de provas, mas Rosinei se manteve ativa, pedalando. Pouco tempo depois, voltou às ruas e retomou o ritmo competitivo.

 

A corrida que marcou sua vida

Quando perguntada sobre a prova mais especial, Rosinei não hesita: a Corrida da Gazeta, em Piracicaba.

Ela conta que, num domingo antes da competição, havia ido à igreja. Nervosa por ser sua primeira prova grande, fez uma oração pedindo tranquilidade e força.

“Ali na igreja eu me vi no pódio, em primeiro lugar. Pensei: ‘não, deve ser terceiro’. Mas alguma coisa me puxava para o centro do pódio. Quando realmente subi ao pódio e tiraram a foto, vi que era exatamente igual ao que eu tinha visto. Comecei a chorar. Foi muito emocionante.”

Outra lembrança forte vem de São Pedro, no início de sua trajetória, onde a recepção do público a emocionou: “As pessoas batiam palmas enquanto eu chegava. Foi muito especial”.

E teve também a prova Vive La Vie, realizada logo após sua recuperação de uma lesão no joelho e na coluna. “Eu só queria participar, não tinha treinado. E ainda consegui pódio na categoria. Chorei de emoção.”

 

A lesão, a pausa e o renascimento

Em 2024, em seu melhor momento, Rosinei enfrentou um desafio inesperado: uma lesão séria no joelho e na coluna. Foram quatro meses sem correr.

A recuperação envolveu fisioterapia, fortalecimento e paciência — mas ela não desistiu. Assim que voltou, reencontrou sua paixão e, junto com ela, os resultados. “Voltei aos treinos e tudo engrenou de novo.”

Hoje, segue firme, participando de provas de 5 a 7 quilômetros e levando sempre o nome de Rio das Pedras aos pódios.

 

Representar Rio das Pedras: orgulho que vai junto no peito

“Pra mim é muito gratificante. Em algumas cidades perguntam de onde a gente é, e eu tenho o maior orgulho de dizer que represento Rio das Pedras. Em alguns lugares as pessoas já me reconhecem e falam: ‘é a Rosinei de Rio das Pedras’.”

O reconhecimento e o carinho do público a motivam ainda mais a continuar treinando e competindo.

 

Mensagem para quem quer começar a correr

Em um conselho cheio de sensibilidade e verdade, Rosinei resume o que aprendeu na pista:

“Comece, porque é gratificante. No início não é fácil, mas depois que o bichinho da corrida pica, já era. Só quem corre sabe. Só de saber que você é capaz de concluir uma prova, você está superando a si mesmo — não disputando contra os outros. Terminar uma prova é um sentimento de vitória, independente do tamanho do percurso.”

 

Um exemplo de persistência e inspiração

Da roça às pistas, de um exame alterado ao topo de pódios em várias cidades, Rosinei Rodrigues da Silva construiu uma trajetória marcada por disciplina, fé, superação e amor pelo esporte.

Ela segue treinando, competindo e inspirando quem cruza seu caminho — mostrando que nunca é tarde para descobrir uma paixão e transformá-la em orgulho para si mesma e para sua cidade.

 

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