O portão torto, fora dos trilhos, é o primeiro indício de que há muito fora do lugar no ginásio poliesportivo anexo a Escola Municipal Prof. Augusto Elias Salles, no bairro São Cristóvão. A proteção de concreto da rede de água pluvial, deixando um grande buraco na passagem de pedestres e o quadro de energia nem fiação e disjuntores também indicam que estão ocorrendo furtos e outras depredações.
“Hoje nós vemos um abandono total aqui da quadra que fica na escola Elias Salles, onde crianças usam para fazer a prática da educação física. É um lugar que está totalmente tomado pelo lixo, por usuários de drogas. Tem furtos frequentes também. Já entramos em contato com a Secretaria da Educação e com a Secretaria de Esportes, onde fizemos uma reunião. Ficaram de dar o retorno para iniciar a limpeza e organização do local, mas até agora não obtivemos êxito no início desse combinado”, explica Markinhos Moyses, morador vizinho ao espaço, conhecido por cuidar do Centro Educacional Raul Cesar Urbano, mais conhecido como Poliesportivo.
No entorno da quadra e próximo aos gols há muita sujeira de folhas e fezes de pombas que por lá vivem. Com área total coberta de 980m², os dois vestiários estão destruídos. Com três sanitários em cada vestiário, tampas foram arrancadas e há muita sujeira, inclusive bitucas de cigarros, garrafas de bebidas alcoólicas e fezes humanas. Dos seis chuveiros, apenas um restou. Torneiras das seis pias também foram arrancadas ou quebradas.
No depósito, entre os vestiários, o quadro de energia elétrica foi arrancado e jogado no chão, assim como a lâmpada que está quebrada no chão. Os detalhes em vidro sobre as portas também foram quebrados.
Pouco restou inteiro no ginásio. A iluminação não funciona devido ao furto de fios de cobre.
De acordo com relatos, usuários de drogas usam do espaço até para dormir. Mesmo em horário de aula, quando as crianças têm educação física, já ocorreu de usuários de droga entrarem nos vestiários. Houve até o caso de um casal entrar no vestiário para fazer sexo enquanto crianças brincavam na quadra.
“Aqui fica a indignação de nós moradores com a falta de manutenção do local, que poderia estar sendo utilizado para práticas de esportes pela comunidade e pela escola. Mas, infelizmente, vemos isso que está aí”, lamenta Markinho Moyses, que completa: “vamos cobrar cada vez mais o poder público para que possar dar uma atenção especial para o local que é tão bonito e tem potencial de uso”.
O outro lado
A reportagem do jornal O Verdadeiro entrou em contato com o Departamento de Comunicação da Prefeitura de Rio das Pedras para perguntar o motivo do Executivo não realizar a limpeza e manutenção do espaço, bem como o que é feito para coibir o acesso de usuários de drogas nos vestiários e se há previsão para reforma do ginásio.
Contudo, até o fechamento desta edição, nenhuma resposta foi encaminhada.