Cidades pequenas se destacam na geração de vagas de emprego em São Paulo; RdP teve saldo tímido no trimestre

O estado de São Paulo segue puxando a geração de empregos no país. Somente no primeiro trimestre deste ano, foram criadas 183 mil vagas com carteira assinada, o equivalente a cerca de 2 mil novos empregos por dia. Os dados são da Fundação Seade, com base nas informações do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Em março, o saldo paulista foi de quase 68 mil vagas formais, consolidando o estado como responsável por cerca de 30% dos empregos gerados no Brasil tanto no mês quanto no acumulado do trimestre.

Mas além das grandes metrópoles, um dado chama atenção: cidades paulistas com menos de 50 mil habitantes também apareceram entre os destaques estaduais na criação de empregos, superando, em alguns casos, municípios muito maiores.

Entre as cidades de pequeno porte que mais criaram empregos em março está Holambra, com menos de 16 mil habitantes e conhecida pelo forte setor agrícola e turístico, com saldo de 631 vagas. Na sequência aparecem Pitangueiras (586), Morro Agudo (557), Garça (490), Tatuí (472), Valparaíso (400) e Castilho (252).

No acumulado do primeiro trimestre, o desempenho das pequenas cidades também impressiona. Pitangueiras aparece com 789 vagas criadas, enquanto Tatuí somou 1.578 empregos formais. Outros destaques foram Guariba (1.062), Novo Horizonte (1.047), Iracemápolis (717) e Porto Feliz (717).

Enquanto municípios de porte semelhante ou até menor conseguiram apresentar resultados expressivos, Rio das Pedras teve desempenho bastante discreto na geração de empregos formais.

Segundo os dados do Caged, o município fechou março com saldo positivo de apenas 32 vagas — resultado de 446 admissões contra 414 desligamentos. Já no acumulado do primeiro trimestre, foram 1.393 contratações e 1.204 demissões, gerando saldo de apenas 189 empregos formais.

Os números colocam RdP muito distante do desempenho apresentado por outras cidades paulistas de porte semelhante, especialmente em um momento em que o estado registra crescimento consistente na abertura de vagas.

A comparação chama ainda mais atenção diante do discurso frequente sobre desenvolvimento econômico e atração de investimentos. Na prática, os dados mostram que o mercado de trabalho rio-pedrense segue crescendo em ritmo tímido, enquanto municípios vizinhos e cidades menores conseguem resultados mais robustos.

A capital São Paulo segue absoluta em números totais, com 22.988 vagas criadas somente em março e 54.551 no trimestre. Na sequência aparecem Osasco, Campinas e Guarulhos.

Outro dado relevante é o salário médio de admissão em São Paulo, que chegou a R$ 2.646,63 em março — o maior do país e 12,6% acima da média nacional.

O setor de serviços foi o principal responsável pelas contratações no mês, com destaque para áreas ligadas à informação, comunicação, transporte, logística, atividades financeiras e administrativas. A indústria da transformação, construção civil e comércio também apresentaram saldo positivo.

 

Região Metropolitana de Piracicaba aparece entre destaques estaduais

Municípios da Região Metropolitana de Piracicaba também figuram entre os principais geradores de empregos do estado.

Piracicaba lidera o ranking regional, com 1.007 vagas criadas em março e 2.101 no acumulado do primeiro trimestre.

Limeira registrou 365 empregos em março e 1.940 no trimestre, enquanto Araras teve saldo de 308 vagas em março e 812 no acumulado trimestral.

Outras cidades da região também aparecem entre os destaques estaduais no trimestre, como Rio Claro, com 1.181 vagas, e Iracemápolis, que somou 717 empregos formais no período.

Os números reforçam a força econômica da região, impulsionada principalmente pela indústria, logística, agronegócio e setor de serviços.

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