Bastidores da Política

Funil apertando e o jogo começando a ficar claro

Durante a campanha de 2024, nos bastidores da política de Rio das Pedras, um assunto circulava com força: o então candidato a prefeito Marcos Buzetto poderia usar a eleição municipal como trampolim para disputar uma vaga como deputado já em 2026.

Era especulação? Sim.
Mas daquelas que ninguém descartava completamente.

Pois bem… o prazo falou mais alto que o boato.

No último dia 4 de abril, com o encerramento do período de desincompatibilização para ocupantes de cargos do Executivo, a dúvida foi resolvida de vez: Buzetto não renunciou.
E, com isso, permanece à frente da Prefeitura pelos próximos anos.

E não foi só ele. Nos corredores, também se ventilava a possibilidade de algum secretário municipal entrar na disputa — o que também não se confirmou. Todos seguem firmes em seus cargos.

Resultado? O funil político começou a apertar.

Com menos nomes no jogo, o cenário vai ficando mais definido e mais competitivo.

Um dos nomes que ainda aparece no radar é o do vice-prefeito Tutinho. Diferente do prefeito, ele não precisa renunciar para disputar. Mas há um detalhe importante: durante os seis meses que antecedem a eleição, não pode assumir a chefia do Executivo.

Ou seja, pode até ser candidato, mas com limitações no tabuleiro.

Enquanto isso, uma movimentação já tem endereço certo. A ex-vereadora Vanessa Botam segue como o nome mais consolidado até aqui, com pré-candidatura a deputada federal pelo PL. Tem participado de agendas do partido, ampliado articulações e, aos poucos, vai construindo sua base para a disputa.

No fim das contas, o cenário começa a sair do campo das especulações e entrar no da realidade. E, como sempre, quando o jogo fica mais claro cada movimento passa a valer muito mais.

 

Nota 10, só no discurso

Na educação, o roteiro já é conhecido.

Os números mostram que Rio das Pedras não atingiu a meta de alfabetização na idade certa.

Mas, curiosamente, o discurso oficial segue firme — quase como um mantra — repetindo que o município está “alcançando a nota 10”.

A pergunta que fica é simples:

Nota 10 para quem?

Porque, na prática a meta não foi atingida, houve queda nos últimos anos e a recuperação ainda é insuficiente.

Dá pra comemorar evolução? Dá.

Mas transformar isso em excelência, aí já é forçar demais a narrativa.

 

Quando o direito vira espera

Em um dos casos mais revoltantes da semana, pacientes da saúde pública esquecidos fora da cidade.

Nove horas de espera. Fome, cansaço, incerteza. E uma justificativa que já virou padrão: “o carro quebrou”.

O problema não é o imprevisto. O problema é ele acontecer sempre.

Porque quando o erro vira rotina, deixa de ser exceção e passa a ser falha de gestão!

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