Marconato questiona demora na compra de cadeiras de rodas

O vereador Edison Marconato utilizou a tribuna livre na última sessão da Câmara Municipal para questionar a demora na compra de cadeiras de rodas, em atendimento a sua emenda impositiva apresentada no ano passado. De acordo com o parlamentar, a demora se alonga por cerca de sete meses.

“Algumas mães de alunos do CEAD me procuraram afirmando que algumas crianças tinham necessidades de cadeiras de rodas específicas. Não é simplesmente ir numa loja e comprar uma cadeira de rodas que tenha lá exposta. Liguei então para o secretário de Educação. Muito atencioso, ele pediu para que eu marcasse consulta para essas pessoas em alguma clínica para fazer a avaliação de qual seria o melhor tipo de cadeira de rodas. Foi isso, ele iria encaminhar para o secretário da Saúde dar encaminhamento e atender a essas crianças especiais, que muito bom uso fariam com essas cadeiras”, relatou Marconato, ao passar o caso vivido por cinco pessoas que necessitam de cadeira de rodas sob medida.

O vereador contou que fez o agendamento. As crianças foram acompanhadas por uma professora e assistente social. Passaram pela avaliação e trouxeram os orçamentos, que foram encaminhados para a Secretaria da Saúde.

“Mas, pasmem, já faz seis ou sete meses que só fica no anda e anda e anda, mas não compra. Falar para mim que leva seis ou sete meses para comprar uma cadeira de rodas? Isso é falta de empatia com o nosso semelhante, com essas pessoas que têm uma deficiência”, questionou Marconato.

De acordo com o vereador, há outros casos de pessoas que precisam de cadeira de rodas ou prótese. “Eu não sei o que acontece que chega lá e para, e trava. Eu fico indignado. Para mim isso é falta de empatia”, disse revoltado, que completou: “eu sei que tem o processo de licitação, que demora, mas não deveria. Considere se coloque no lugar de um cadeirante com deficiência. Você não sabe a dificuldade que faz uma pessoa precisar de uma cadeira para tomar banho ou para necessidades até mais básica que isso”.

Edison Marconato afirmou ainda que, em reunião com o prefeito, foi informado de que a Secretaria da Saúde tem verba disponível.

Colega de bancada, Zé do Paulo reforçou que o prefeito teria comunicado que a área da saúde tem dinheiro e perguntou durante a sessão se Marconato teria cobrado o secretário da Saúde a respeito. “Eu não fui saber (perguntar ao secretário) porque a hora que a gente vai buscar informação ele acha que temos interesse e aí vai travar mais ainda o processo e eu não quero que isso aconteça”, explicou Edison Marconato.

O vereador destacou ainda que há pessoas com outros tipos de deficiência que esperam por equipamentos há cinco anos. “Eu sei de pessoas que estão desde 2018 a espera de um aparelho de audição. Agora que foi abrir a licitação para poder comprar. Eu falo assim porque eu sou deficiente, eu sei da falta que faz uma prótese. Quando minha prótese está quebrada um dia, eu sei qual é a minha luta. Então eu acho que está faltando um pouquinho mais de empenho nessa parte do secretário”, continuou Marconato.

Nabuco, por sua vez, apoiou o discurso de seu correligionário: “as vezes há falta de conhecimento técnico, há falta de empatia como o senhor está falando, há falta muitas vezes de estar empenhado em uma tal situação devido a muitas tarefas que se tem numa pasta. Muitas vezes cabe a nós vereador ir lá e ficar cutucando a situação, mostrando que está parado, porque está parado e tentar. Não deveria ser dessa forma, deveria o sistema andar conforme realmente rege a Prefeitura, a Administração Pública. Mas, não somos nós que estamos lá. Eu me compadeço com o senhor”.

Questionada, em nota a Prefeitura informou que o Departamento de Compras comprou seis cadeiras de rodas entre maio e outubro. “Apenas uma ficou parada por problemas no cadastro das empresas que participaram das licitações e que já está sendo resolvido.”
Já o prefeito Marcos Buzetto explicou que para aquisição não basta de ter a dotação disponível. Depende também de vários procedimentos, entre eles o mínimo de três cotações. “As vezes, são difíceis de conseguir (as cotações), devido a descrições. Dependendo do valor, é licitação, e as vezes, infelizmente temos que republicar várias, devido serem declaradas desertas”, detalhou.

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