Água Meu!

Serapião de Aguiar (1864/1943), através da amizade política com o Dr. João Tobias, conseguiu uma concessão no serviço de água do tanque da ferrovia Ituana/ Sorocabana por 50 anos. Quando o usuário atrasava o pagamento ou não pagava, ele ia com a chave fechar o consumo e dizia: “Água meu!”.

Quando estava para findar a concessão, o operoso prefeito Professor Olívio Barrichello (1948/1952) realizou a desapropriação ao uso da água, passando para a Prefeitura e assim deixando o “Água meu!” irritadíssimo. Época que a cidade tinha três ruas: Prudente de Morais (Rua de Cima), Rangel Pestana (Rua de Baixo) e Dr. João Tobias (Rua das Cabras).

Seu sucessor, contador Waldomiro Domingos Justolim (1952/1956), queria aumentar a captação de água do Sítio Rossi. A falta de verbas o impediram. Coube a Caetano Oscar Waldemar Gramani (1956/1960) realizar a maior obra administrativa na cidade no século XX, através de verbas do Governo Federal, Estadual e do próprio crescimento econômico do município: a criação do SAAE e instalação do prédio com o diretor Francisco Rubinato (Chico Maneta).

 

O encanamento de água esgoto era aberto na base da picareta. A construção da represa do Viegas em troca da energia formalizou a parceria com da fazenda e família Basílio/ Saliba. A água jorrou em abundância!

Na década de 70 foram construídos os poços artesianos na Bela Vista e Rodoviária. Na medida em que a cidade foi crescendo, o problema de captação foi se acentuando. Na década de 90 já eram utilizadas as represas da antiga Usina Bom Jesus e São Jorge, sempre com alternativas de racionamento.

Atualmente estamos na situação mais critica quanto ao abastecimento de água, com a decretação do estado de calamidade pública. Para tanto, devemos refletir: na desapropriação das represas da Bom Jesus e São Jorge pelo Poder Público, alargamento, desassoreamento, impedimento de soterramento de margens, construções, proteção da mata ciliar, entrega do serviço de água e esgoto à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), melhora no atendimento com uma empresa capacitada, abertura de novos poços artesianos mesmo que encarecidos (segundo dizem, a cidade esta localizada numa costra terrestre grossa e de dureza). Deve-se fazer campanha do uso racional da água, limpeza e canalização do Tijuco Preto.

Como vimos, o problema da captação de água em nosso município é histórico. A quem recorrer? À Moises, que fez a água jorrar no monte em Moriá batendo o cajado nas pedras (Números 20/1/13)? Ou ressuscitar o prefeito Gramani para vir ensinar nossos políticos a resolver o problema da água?

 

Por Prof. Toninho Martins, licenciado em história, geografia e pedagogia.

Compartilhe:

Max Prestes anuncia chegada de viatura 4x4 para reforçar segurança em Rio das Pedras01

Max Prestes anuncia chegada de viatura 4×4 para reforçar segurança em Rio das Pedras

A segurança pública de Rio das Pedras recebeu um reforço decisivo no combate à criminalidade. Fruto da atuação direta e do empenho do vereador Max Prestes, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi contemplada com uma nova viatura 4x4 de alta performance, destinada a ampliar a presença policial e a proteção...
OnibusRodoviaria

Itaqueri altera horários de ônibus entre Rio das Pedras e Piracicaba após pedido de trabalhadores

Trabalhadores da Unimed Piracicaba que moram em Rio das Pedras organizaram um abaixo-assinado pedindo mudanças nos horários de ônibus entre os municípios. Após receber a solicitação, Vanessa Botam procurou o diretor municipal de Segurança Pública, Sargento João Oliveira, que encaminhou a demanda à empresa Itaqueri. A empresa informou que fará...
BastidoresDaPolitica_Logo

Bastidores da Política

A força de uma candidatura própria A votação de Vanessa Botam (PL) para deputada federal deixou um recado importante para a política rio-pedrense. Com 4.021 votos, a candidata estabeleceu um recorde que não era superado havia 20 anos, ultrapassando os 3.412 votos de Mendes Thame, em 2006. Mas há outro...